Notícias

13.06.2018

Na Caça dos Swells

Na Caça dos Swells

Cloudbreak, Fiji, dia 26/05/18. Foto: Fred Pompermayer.

Os atletas do Seaway Team estiveram em busca dos melhores swells da temporada 2017/2018 e marcaram presença em ondulações históricas. Jaws, no Havaí, Urca do Minhoto, no Nordeste Brasileiro e Cloudbreak, em Fiji, foram algumas das locações onde os atletas Seaway surfaram ondas que são vistas raramente.

Swell Jaws, Hawaii:
 

Danilo Couto foi um dos pioneiros do surf na remada em condições extremas na bancada de Jaws. Foto: Sachi Cunningham
 
No big swell que abriu a temporada de Inverno 2017/2018 no Hawaii, o baiano Danilo Couto recebeu o convite da WSL para participar do Peahi Challenge 2017, etapa do Big Wave World Tour, que rolou no mês de Outubro em condições épicas com ondas de até 30 pés na famosa bancada de Jaws, Peahi, Maui. Danilo teve performances muito boas e chegou até a Semifinal do evento. 
 

Danilo Couto domou esquerdas gigantes durante o Peahi Challenge 2017 e chegou até a Semifinal do evento. Foto: Rick Brayner.

Swell Urca do Minhoto, Brasil:
 
O litoral Nordeste Brasileiro, durante o Verão de 2018, também foi alvo de ondulações históricas, com destaque às que aconteceram em sequência no fim de Fevereiro e início de Março, a segunda sendo maior e melhor, proveniente de um ciclone extra tropical que há muito tempo não se via nas previsões meteorológicas. Desde 2013 o atleta Eduardo Fernandes monitorava um swell que tivesse energia suficiente para que quebrassem ondas grandes nas bancadas oceânicas das Urcas, litoral norte do RN. Nos dias 2 e 3 de Março a combinação dos fatores se uniram, fazendo com que essa busca valesse a pena. Eduardo Fernandes e Douglas Silva surfaram ondas de até 12 pés nesta sessão que foi histórica para o big surf brasileiro. 


Eduardo Fernandes deep na onda da Urca do Minhoto. Esse tubo foi selecionado para concorrer ao "Tube Of The Year" da WSL Big Wave Awards. Foto: Alexandre Alessy.

Esse big swell que atingiu o litoral nordeste brasileiro foi gerado por um ciclone extra tropical, que tinha uma pressão extremamente baixa no seu núcleo (972 mb), o que provocou um vendaval muito intenso ao redor dele, com intensidade que excedeu, em alguns locais, os 80 quilômetros por hora, soprando sobre uma pista de cerca de 4 mil quilômetros de extensão e apontando diretamente para o litoral do Brasil.

O tempo em que esta ventania esteve soprando sobre o oceano foi de mais de dois dias sem intervalo, o que garantiu a formação de vagas que ultrapassaram os 13 metros de altura próximo ao arquipélago de Açores.

Estes vagalhões continuaram o seu deslocamento sobre o oceano Atlântico Norte, se transformando em swell no meio do caminho, quando passou próximo ao arquipélago de Cabo Verde, se afastando do centro de geração de ondas. O ciclone extra-tropical que gerou as ondas gigantes também causou fortes temporais sobre os países da Península Ibérica (Portugal e Espanha). O swell percorreu velozmente em direção ao litoral norte do Brasil, atravessando o Equador e atingindo com maior intensidade os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e o arquipélago de Fernando de Noronha.

O período de pico deste swell ficou entre 16 e 18 segundos quando chegou ao litoral do Brasil, o que significa que ele possuia uma imensa quantidade de energia se deslocando principalmente embaixo d'água. Esta energia aflorou na superfície quando as ondulações passaram sobre águas rasas, este efeito que é conhecido como "empinamento", ocorre quando a energia submersa das ondas são empurradas para a superfície do mar quando estas passam sobre um assoalho marinho raso.

O efeito de empinamento garantiu que as ondas no litoral Norte do Brasil, especialmente nos picos de surf que recebem esta direção de swell, registrassem ondulações que ultrapassaram os 4 metros em locais como Fernando de Noronha e a Urca do Minhoto, no Rio Grande do Norte.


Douglas Silva com apenas 20 anos botou pra baixo nas bombas da Urca do Minhoto com uma prancha 7'0. Foto: Alexandre Alessy.

Eduardo Fernandes e Paulo Moura - Urca 2018. Foto: Clemente Coutinho.

Swell Cloudbreak, Fiji:
 
O big rider Danilo Couto caçava há anos um swell parecido com o que pegou em 2012 na bancada de Cloudbreak, em Fiji. Um swell de Sul-Sudoeste com 4,6 metros de altura e 16 a 18 segundos de período atingiu as Ilhas Fiji no dia 26/05/18, essa combinação de fatores não era vista há muitos anos, fazendo com que big riders de todo o mundo, inclusive Danilo, fossem a Fiji para surfar ondas históricas em Cloudbreak. Esse swell está sendo considerado por muitos como o mais pesado e perfeito já registrado na bancada de Cloudbreak, superando até os swells de 2011 e 2012, quando foi forçada a parada do WCT Fiji Pro por causa dos riscos que as ondas ofereciam naquela ocasião.

Danilo Couto surfa bomba no swell histórico em Cloudbreak
Danilo Couto completou esse tubo gigante durante a sessão histórica do dia 26/05/18 em Cloudbreak. Foto: Fred Pompermayer.

Gráficos do Surfguru mostravam que o pico do swell atingiria 4,6 metros com período de 16 a 18 segundos e direção primária de Sul-Sudoeste. 

Onda de Danilo Couto entra no Clips Of The Month da SURFER Magazine
Danilo Couto surfou essa bomba em Cloudbreak, que foi filmada e selecionada  para o "Clips Of The Month" da SURFER Magazine. Foto: Fred Pompermayer.

Confira vídeo de Danilo antes, durante e depois da big surf session em Tavarua: 


Fique ligado nas notícias Seaway para saber as novidades da equipe e novas caças a swells ao redor do mundo.
+ News
Topo
  Carregando...